As perspectivas do Departamento de Recursos Humanos PDF Imprimir E-mail
Sex, 24 de Janeiro de 2014 02:35

Sergio Luiz de Jesus

 

Não há mais espaço nas empresas para funções, departamentos ou atividades que não agreguem valor e nem contribuam com a lucratividade e eficiência.

 

É, sob esta premissa, que departamentos de RH em várias empresas brasileiras estão encontrando uma nova maneira de atuar e contribuir com resultados. É, portanto, Interessante conhecer um pouco da trajetória do RH dentro da empresa :

 

1- Pré-história – a era do Departamento Pessoal

 

Até meados dos anos 80 (salvo honrosas exceções), o que se chamava de RH nada mais era do que um departamento basicamente voltado para funções burocráticas impostas pela legislação trabalhista, bem como para o fechamento da folha de pagamento. RH (ou, mais adequadamente, o Departamento de Pessoal) era visto como um custo, sem grandes perspectivas, sem influência em decisões.

 

Decorridos mais de vinte anos, muitas empresas ainda estão nesta era pré-história, relegando o peso estratégico das pessoas a um posto inferior.

 

2- A era medieval – o Departamento de Recursos Humanos

 

A partir de meados dos anos 80 uma boa parte dos setores de pessoal evoluíram, tornando-se departamentos de RH. É basicamente a estrutura tradicional do que encontramos hoje em numerosas empresas: um departamento, em geral se reportando ao diretor administrativo, encarregado de funções operacionais, tais como: recrutamento, seleção, avaliação de cargos, salários, e treinamento.

 

Apesar da evolução operacional, é raro, neste estágio, encontrar algum departamento de RH que tenha peso ou importância estratégica no conjunto de ações visando o lucro, a rentabilidade e a sobrevivência empresarial.

 

3- A era moderna – Gestão de Pessoas e Talentos

 

O achatamento das vagas, a globalização, o enxugamento de custos, bem como a elevação da consciência, exigência e requisição de direitos do consumidor, conduziu o velho RH a uma nova era: a gestão de pessoas e talentos.

 

O fundamento é a compreensão dos dirigentes empresariais, de que as pessoas são o grande diferencial, por mais, competitiva ou globalizada que a empresa seja.

 

Neste novo modelo, ela não conta mais com RH, mas com talentos. A Gestão de Talentos precisa prover o crescimento e desenvolvimento de habilidades, através de um programa de treinamento consistente e prático, ao mesmo tempo em que provê a organização de meios de reter e esses.

 

É neste cenário crítico e competitivo que se inserem as principais perspectivas do RH e de seus profissionais. Cabe, por missão e convicção (e também por sobrevivência) que cada profissional de RH evolua, se atualize, auxiliando a alta cúpula no processo de compreender uma realidade nova: a importância das pessoas no futuro das organizações.