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Sergio Luiz de Jesus

Por uma série de fatores somente compreensíveis pelo ponto de visto histórico e sociológico, a sociedade brasileira é altamente vertical, marcada por forte hierarquização e ainda dominada pelo modelo “casa grande e senzala”. Alguns estudiosos dizem que se trata de sub-produto de uma sociedade ainda jovem, outros, uma marca do modelo colonizador português e assim por diante.

Esse modelo explicaria, por exemplo, o porquê existe tanta concentração de renda no país, onde poucos têm tantos bens e a maioria sofre sem o mínimo para viver. Explicaria também por que há tão pouca prioridade para a reforma agrária, para a educação, em moradia, em benefícios efetivos para as massas.

Bem, deixemos de lado tais teses para os doutores da área e vamos nos deter nos reflexos disto tudo na empresa brasileira, especialmente a pequena.

Certamente uma das causas mais agudas do fracasso de uma empresa está na qualidade de liderança que ela possui. Em geral o pequeno empresário é autocrático, isto é, confia apenas em seu senso e conhecimento pessoal. Não se preocupa em atualizar-se, em conhecer as expectativas e desejos dos clientes, em investir nas instalações e no preparo dos funcionários, nem mesmo, muitas vezes, em apenas ser educado e cortês com seus clientes.

Já entramos (e saímos) de dezenas de empresas sujas, com mau atendimento, sem os produtos que procurávamos, com funcionários insatisfeitos e despreparados. E, por trás do balcão de todas elas, havia um proprietário confiante de que estava fazendo o melhor que o consumidor poderia esperar…

Por que isto ocorre com tanta freqüência? Acaso um bom atendimento, boas instalações e funcionários capacitados não representam mais lucro, melhores condições de competição frente aos concorrentes e, em última análise, mais progresso social, com mais empregos, renda e vitalidade econômica?

Não seria essa uma das razões a justificar a quantidade imensa de empresas que são abertas e, pouco depois, baixam as portas por falta de clientes? A desculpa clássica, nestes casos, só tem um nome: a crise!

Porém, existem maneiras simples de assegurar uma vitalidade empresarial satisfatória, que assegure a continuidade do negócio e, em muitos casos, seu florescimento e expansão. Uma delas, certamente, é a mudança da mentalidade da liderança, do proprietário, ou dos que estão em seu lugar, como gerentes, diretores, enfim, responsáveis pelos rumos da empresa.

Mas, quando falamos deste novo líder, o que queremos dizer exatamente?

Bem, a resposta está contida nos quatro tópicos abaixo. Se você é um pequeno empresário ou responsável por um negócio, seja pequeno ou grande, medite sobre eles e veja se você está atualizado ou se parou no tempo:

1- Líderes empresariais verdadeiros ouvem a voz do seu mercado

Eles se preocupam em examinar o mercado, pesquisa-lo, ouvir seus clientes e adequar suas ofertas de produto não ao que eles acham que vai vender, mas ao que o cliente quer comprar.

2- Líderes empresariais verdadeiros são exímios cultivadores de relacionamentos

Eles capricham em cada contato com clientes e fornecedores, bem como em com seus funcionários. Eles têm a consciência de que são exemplos e referências sobre como é o seu negócio, pois suas características pessoais serão enxergadas como qualidades de sua própria empresa.

3- Líderes empresariais verdadeiros têm mente aberta à inovação

É curioso observar como alguns líderes se vangloriam de fazer a mesma coisa há tantos anos… Eles estão enganados. Não há mais espaço para a mesmice nos negócios. Líderes verdadeiros procuram se atualizar, conhecer novas realidades, práticas e produtos. Ao mesmo tempo, não têm medo de arriscar, inovar, de tentar de novo, de ajustar, pois crêem que, ao buscar novas fórmulas, estão ajudando a decisão do consumidor.

4- Líderes empresariais verdadeiros não pensam apenas em si mesmos

Eles querem crescer, é fato, mas se preocupam em proporcionar esta oportunidade também a seus fornecedores, na medida em que são corretos; a seus funcionários, premiando desempenhos e a seus consumidores, oferecendo produtos e serviços de qualidade, com atenção e cortesia.

Está lançado o desafio. Ou promovemos uma mudança profunda (na parte que nos cabe) na sociedade brasileira, intensificando seu progresso através de nosso papel empresarial, ou continuamos com a velha arenga repetida por milhões de brasileiros todo dia: os problemas são culpa do governo (qualquer que seja ele) ou são culpa da crise (que podemos criar ou debelar de acordo com o modo como atendemos cada cliente que adentra em nossas empresas).

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