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Sergio Luiz de Jesus

O grande assunto de agora, no comércio varejista, é a tão falada crise econômica, que afeta a todos, do menor ao maior. Acho útil fazermos uma pausa e pensarmos um pouco: o que é, de fato, a crise no comércio varejista?

Sociólogos e analistas têm se desdobrado em tentar explicá-la. Longe disso, quero apenas tecer algumas considerações sobre como vejo essa crise. Se for útil a algum leitor, meu objetivo já estará atingido. Vamos lá.

De início, é preciso entender que o varejo brasileiro, ainda calcado no modelo português do século XVII, tem um perfil passivo. Abre-se a loja, colocam-se mercadorias na vitrine e espera-se que o cliente entre. Hoje é comum ver grandes e modernas lojas em que os vendedores estão de braços cruzados, batendo papo, em que o proprietário está folgadamente sentado em frente ao caixa, todos reclamando da crise e esperando algum cliente entrar.

Mas a sociedade mudou muito e, hoje, o cliente está muito mais esperto, exigente e “difícil” quando quer comprar algo. Certamente esse estilo passivo não atende mais suas expectativas. Não é à toa a grande mortalidade de empresas varejistas em todas as regiões do Brasil. É preciso fazer mais!

Ante a dificuldade ou negação pura e simples de muitos em compreender esse fator básico, é comum ouvir varejistas e comerciantes culparem a crise pela queda nas vendas (o que é muito mais cômodo do que mudar a mentalidade).

Mas, analisando números expressivos de crescimento de redes varejistas de vários ramos, como as Casas Bahia, Magazine Luiza, Móveis Gazin, Habib’s, Bob’s, Oceânica, Rede Construir e outras, cumpre perguntar: se a crise de fato existe, essas empresas também não estariam sendo afetadas? Em pesquisa recentemente efetuada pela Skywalker junto e esses varejistas, fica claro que eles têm algumas respostas para escapar da crise. Entre elas relacionamos:

  • Eles adotam uma postura pró-ativa, isto é, vão atrás do cliente, ao invés de simplesmente esperá-lo entrar na loja
  • Eles buscam a qualidade máxima de atendimento, caprichando na higiene das lojas, na relação com os clientes e treinamento do pessoal
  • Eles são criativos e inovadores, atraindo novos clientes. Geram ofertas, criam alternativas e agregam valor ao produto prestando serviços
  • Eles entendem que a crise é uma chance de fazer diferente e melhor, de usar o “jeitinho brasileiro” e de terem novas oportunidades de negócios

Você é um varejista? Então ouça nossa sugestão: pare de culpar a crise, repense seu negócio e supere todas as dificuldades, com criatividade e mente aberta. Dessa forma, você espanta a crise e ainda aumenta seus lucros.

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